O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, indeferiu nesta sexta-feira, 6, o pedido de liminar formulado em habeas corpus, a favor de Jeovan Laurindo da Costa, acusado de participar do furto milionário ocorrido na sede do Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005.
No habeas corpus, ele pedia o direito de aguardar, em liberdade, o julgamento da ação penal em curso na 11ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Ceará.
Em sua decisão, o ministro entendeu que não se verifica constrangimento ilegal por excesso de prazo, quando tal excesso decorre das circunstâncias e da complexidade do processo e quando os autos já se encontrarem conclusos para sentença.
O STF argumenta que, no caso em questão, a complexidade decorre do fato de que há 23 réus sendo processados na Justiça Federal no Ceará, todos acusados dos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ademais, o processo, conforme informação fornecida pelo juízo da 11ª Vara Federal, está em vias de ser concluído com a prolação da sentença.
Escuta telefônica
Segundo as investigações da Polícia Federal, o cearense Jeovan Laurindo da Costa negociou parte do pagamento da liberação do irmão Raimundo Laurindo Barros, o Neto, sequestrado por um policial civil, de acordo ainda com as investigações da PF. Confira a conversa entre os irmãos, em escuta telefônica autorizada pela Justiça:
Neto: Eu estou com aqueles rapazes lá…
Jeovan: Ah, e aí?
Neto: …que não “é” muito meus amigos, né?
Jeovan: Ah…
Neto: Você sabe qual que é, né?
Jeovan: Sei.
Neto: Então é o seguinte: eu estou precisando de… Que é o seguinte: eu fiz um acordo que eu ter… Vou ter que entregar trezentos “real”.
Jeovan: Ah.
Neto: Trezentos “real”. Você está entendendo? Agora, é para hoje. Tem como? Pegar emprestado ali rapidinho?
Jeovan: Mas como é que os caras “sabe” que você é você?
Neto: Meu… Pô, eu não estou falando que o rapaz sabe mais do que nós? “Imagina”… Então não adianta discutir. Eu estou perguntando se dá para emprestar.
Jeovan: Não… dá. Só que fala que é só à noite.
Neto: Mas que hora? Porque agora eu não posso ficar em casa, né? E nem sair. Eu tenho que ficar com eles.
Jeovan: Então, mano… Eu vou fazer o quê? Né, meu. Eu não tenho. Tipo assim, umas oito horas. Oito horas. Pode falar oito horas.
Blog do Eliomar







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