A discussão sobre as greves que estão ocorrendo em várias categorias de servidores da Prefeitura de Fortaleza foi parar na Assembleia Legislativa. Ontem, as galerias da Casa foram ocupadas pelos paredistas. Enfermeiros e dentistas integrantes do Programa Saúde da Família (PSF) traziam faixas informando que a saúde na Capital cearense está em greve. A movimentação não passou despercebida. Da tribuna, deputados comentaram a situação dos grevistas.
Apesar de não ser competência do Governo do Estado atender as reivindicações das categorias, os grevistas disseram que a iniciativa de ir à Assembleia foi para chamar atenção. Eles lutam pela revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salário, isonomia da gratificação de incentivo por atividade em área de risco, dentre outros pontos.
O deputado Fernando Hugo (PSDB) pediu a mediação do governador Cid Gomes nas greves do pessoal da Prefeitura da Capital. "Alguma vez se viu uma manchete dessa? Greves deixam população sem atendimento público", disse, mostrando a capa do Diário do Nordeste.
Fernando Hugo alega que a greve é geral e, por conta disso, a cidade está parada. No seu entendimento, Cid Gomes, como aliado de Luizianne Lins, deve intermediar uma solução junto ao Executivo municipal.
Reação
A sugestão do tucano não foi bem recebida pela base governista, que fez logo questão de esclarecer não ser da competência do Estado resolver as pendências relativas à Prefeitura de Fortaleza. O vice-líder do Governo, deputado Carlomano Marques (PMDB), disse não aceitar que a dificuldade com as greves na Capital seja levada ao "espinhaço político do governador".
"Cid Gomes vem cumprindo um compromisso com a prefeita, mas não pode responder como pessoa administrativa e política sobre um desarranjo momentâneo", defendeu.
Bandeira
Na avaliação de Heitor Férrer (PDT), a Prefeitura jamais poderia frustrar os professores, "por ter sido a principal bandeira defendida pela professora e jornalista Luizianne Lins". O magistério também está em greve pela falta da aplicação do piso salarial pela Prefeitura. "É uma frustração a ponto de estarmos em junho, e, até hoje, os alunos das escolas públicas de Fortaleza não tiveram condições de frequentar as aulas", lamentou.
O deputado Cirilo Pimenta (PSDB) salienta que para um prefeito cumprir o que foi prometido em campanha é preciso ter, no mínimo, organização e planejamento, o que acredita não existir na administração de Fortaleza. Ele disse que esperava, de Luizianne, a defesa aos direitos dos servidores por ter sido sempre bandeira do PT.
Fonte: DN







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