Poucos deputados estaduais cearenses, na atual legislatura, tiveram participação efetiva no plenário da Assembleia Legislativa, no primeiro semestre de atividades da Casa e deles próprios que iniciaram os seus mandatos em fevereiro passado. A maioria foi ausente do plenário e de atividades das comissões técnicas da Casa, apesar do apoio para uma melhor atuação de cada um deles oferecido pelo atual presidente do Legislativo, deputado Roberto Cláudio.
Algumas sessões foram iniciadas com um certo atraso, por falta do número mínimo de deputados para a abertura dos trabalhos. E quase todas as reuniões foram encerradas com pouquíssimos (quatro ou cinco) deputados em plenário. Dos 895 pronunciamentos realizados no curso do semestre, 456, mais da metade do total, foram realizados por apenas oito parlamentares.
O pequeno grupo formado pelos deputados Antônio Carlos (com 111 falas), Lula Morais (63), Heitor Férrer (55), Carlomano Marques (47), Eliane Novais (47), Roberto Mesquita (46), Fernando Hugo (45) e Dedé Teixeira (42) tiveram participação maior que a de todos os outros deputados estaduais somados, incluindo parlamentares licenciados e suplentes. Segundo deputados que já participaram de legislaturas anteriores, a atual composição da Assembleia, pela grande maioria da base aliada, desestimula o debate entre parlamentares.
João Jaime (PSDB), que está no seu terceiro mandato como deputado estadual, atribui o esvaziamento do plenário à grande maioria da base do Governo na Assembleia. "Antigamente existia mais oposição, o que gerava mais debate. Tudo era discutido e pensado com mais cautela, agora a falta de discussões é geral, e a passividade é maior", avalia.
O deputado, que é 3º secretário da Mesa Diretora da Assembleia e líder do PSDB na Casa, realizou apenas um pronunciamento neste semestre, mesmo tendo participado de várias das 86 sessões ordinárias da Assembleia. Segundo ele, assumir a posição na Mesa Diretora da Casa contribuiu para a redução de sua atuação no plenário. Em legislaturas passadas, o tucano figurava entre os mais atuantes no plenário.
Segundo Fernando Hugo (PSDB), atualmente no sexto mandato como deputado estadual, a precariedade dos debates no plenário se dá pela falta de diálogo entre os parlamentares e o Governo do Estado.
Fonte: DN







0 comentários:
Postar um comentário