Dilma dá posse a três novos ministros

Dilma Rousseff
A presidente Dilma Rousseff deu posse na manhã deste sábado a três de seus novos ministros. O deputado federal Antonio Andrade (PMDB-MG) assumiu o Ministério da Agricultura; Moreira Franco foi empossado novo ministro da Secretaria de Aviação Civil; e o pedetista Manoel Dias será o novo ministro do Trabalho.

A cerimônia durou menos de meia hora e não teve discursos dos novos nem dos antigos ministros. Na foto, Dilma Rousseff FOTO: DIVULGAÇÃO

A reforma ministerial contempla o PMDB e o PDT, dois partidos da base aliada da presidente Dilma e tem o intuito de garantir apoio à presidente na eleição do próximo ano.

Andrade é do PMDB de Minas Gerais, ala do partido que ameaçava apoiar o PSDB. Moreira é aliado do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido na Câmara e que vinha manifestando descontentamento com o governo.

Já Manuel Dias é aliado do ex-ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, que deixou a pasta acusado após escândalos relativos a mau uso de dinheiro público, mas manteve o controle do partido.

A presidente não anunciou novo nome para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, até ontem ocupada por Moreira Franco. O secretário-executivo, Roger Leal, ocupará o posto interinamente.

Mendes Ribeiro, que deixou a pasta da agricultura, voltará para a Câmara dos Deputados, onde é deputado pelo PMDB do Rio Grande do Sul. Brizola Neto, que ocupava a pasta do Trabalho, é suplente de deputado federal. Wagner Bittencourt, ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil, é servidor do BNDES.

A cerimônia durou menos de meia hora e não teve discursos dos novos nem dos antigos ministros - eles somente assinaram o termo de posse.


A única a falar foi a presidente Dilma Rousseff, que agradeceu o trabalho dos antigos ministros e desejou sorte aos novos titulares das pastas. O evento se deu sem as formalidades tradicionais de cerimônias de posse porque Dilma embarcaria na tarde deste sábado para o Vaticano, onde participará da missa inaugural do pontificado do Papa Francisco.

Dilma afirmou, em discurso, que mudanças são necessárias para manter a governabilidade. "Muitas vezes as pessoas acreditam que a coalizão do ponto de vista da política é algo incorreto. Estamos assistindo em alguns lugares do mundo processos de deteriorização da governabilidade justamente pela incapacidade de se fazer coalizões", disse, citando Estados Unidos e Itália. "A capacidade de formar coalizões é crucial para o país", disse a presidente.

Segundo Dilma, no comando do país, é preciso fazer opções. "Governar é necessariamente é escolher entre várias alternativas e por isso eu aprendi muito sobre o valor da lealdade entre aqueles que desenvolvem com a gente a tarefa de governar, o valor simultâneo da paciência e da urgência para cumprir prazos e metas e da sensatez nas escolhas do caminhos"

Emoção

Ao fim, ela disse que o país não pode ser dirigido sem coalizão. "Eu aprendi que numa coalizão você tem que valorizar as pessoas que contigo estão. Parceiros da luta", disse Dilma, que teve fala interrompida por aplausos. E citou o Mendes Ribeiro que deixou o ministério da Agricultura: "O Mendezinho é uma pessoa de grande lealdade política e pessoal. Obrigada pelo seu trabalho. E Mendes, resista às dificuldades, porque nós no Brasil precisamos de você", afirmou. Mendes Ribeiro, então, chorou e foi aplaudido. 
DN