O endividamento do fortalezense em abril foi 1,8 ponto percentual menor
em relação ao verificado em março. Neste mês, o levantamento mostrou que
65,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de
dívida. Em março, o percentual era de 66,9%.
Os dados constam na Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
Os dados constam na Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores foram
os cartões de crédito, citados por 77,5% dos entrevistados, seguidos
pelo financiamento bancário (14%), carnês e crediários (10,9%); e
empréstimos pessoais (9,4%).
Os gastos com ítens de alimentação lideraram a lista de despesas em
que o consumidor utilizou o crédito para a compra, com 43,6% das
respostas.
A pesquisa estima que cada consumidor de Fortaleza possui, em média,
dívida de R$ 1.101, adquirida no prazo médio de seis meses. Isso
representa o comprometimento de 28,1% da renda familiar.
Redução é comum
Para o economista Alex Araújo, essa pequena variação não está
fora da média de oscilações que sempre acontecem, mas esclarece que a
desaceleração do consumo no fim de março acabou provocando essa redução.
Alex ainda ressalta que a tendência é que a atividade durante o mês
de abril continue desaquecida, mas destaca uma possível mudança de
quadro no próximo mês. "Em maio, com a proximidade com o Dia das Mães,
essa redução não deve permanecer. Deve haver um crescimento desse
percentual", afirma.
Inadimplência permanece estável
A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de
consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus
compromissos, permaneceu estável em 4,4% em abril.
O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do gênero
masculino (4,8%) e concentra-se nos consumidores com idade acima dos 35
anos (5,8%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos
(5,0%), o que inspira cuidados, principalmente nos grupos com menor
renda e maior dependência do mercado de trabalho.
Atraso nas dívidas
A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso também
teve leve redução de 1 ponto percentual, passando de 16,7%, em março,
para 15,7% em abril, permanecendo abaixo da média dos últimos treze
meses (17,0%).
DN








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