Desoneração de recursos é excluída e medidas contra seca viram jogo político


A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que não poderá tratar da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social (Cofins) das companhias estaduais de abastecimento de água este ano, por conta da compensação da renúncia não estar prevista no orçamento de 2013.

A decisão que poderia beneficiar empresas de saneamento do Nordeste, região castigadas pela pior estiagem dos últimos 50 anos, tornou-se apenas um jogo político. E diferente do que foi divulgado na última reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, em Fortaleza, a petista sequer irá analisar a proposta.

A notícia veio como um balde de água fria na expectativa dos gestores e ainda não tem data definida para entrar na pauta do Governo Federal, pois de acordo com a informação de acordo com Dilma o assunto poderá ser tratado em 2014.

Diante de uma eventual candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República – o autor da proposta apresentada na reunião da Sudene, no início de abril -, a decisão deixou transparecer que a visita de Dilma ao Ceará se tratava mais de uma busca por artifícios para desmontar o projeto do PSB.

Caso a presidente anuncie no ano eleitoral, em 2014, a desoneração dos impostos na conta da água, ela conquistará o bônus para sua candidatura e atingirá o governador pernambucano que perderia a oportunidade de emplacar uma proposta que o erguesse na competição.

Se a proposta fosse aceita o alcance de recursos chegaria a R$ 60 milhões/ano. Quantia que nesse momento ajudaria de imediato as famílias atingidas pela seca, com perfurações de poços, construção de reservatórios, entre outros.
Com informações: Diário de Pernambuco

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