A juventude precisa de educação e emprego. O direito previsto na Constituição parece lugar-comum, mas os jovens ressentem, sim, do acesso à escola e de uma posição no mercado de trabalho. E quando se trata de uma juventude envolta no crime, a situação se torna ainda mais perversa. Os números apontam para índices agravantes de desemprego e desocupação.
Fortaleza tem a mais alta informalidade do País, além de representar o mais baixo rendimento formal, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Em 2010, 22,4% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalhavam, nem estudavam na Capital. Dessa população, 56,1% era inativa.
O problema da desocupação é potencializado à medida que a Cidade teve um dos maiores aumentos do Brasil em população jovem, em relação à total.
O número de jovens economicamente ativos representava 61,5% (441 mil pessoas), ou seja, pessoas que estão no mercado de trabalho como ocupados ou desempregados procurando ocupação. Desses, 67,2% eram do sexo masculino e 56,2% feminino. Isso porque as mulheres tendem a se dedicar mais aos estudos. Do total de 441 mil jovens, 380 mil estavam ocupados e 61 mil desempregados. Apenas 53% do somatório final estavam no mercado de trabalho, em 2010. Os dados da pesquisa do Ipece, baseados no Censo 2010, apontam para a falta de oportunidades ou escolhas.
Jovem, mãe de uma menina de 2 anos e de um menino de 4, a rotina de Cristina Forte de Oliveira, 25, moradora da Granja Portugal, limita-se a cuidar da casa, dos filhos, do marido, lavar roupa e fazer comida. A menina, que logo cedo virou mulher, pois foi mãe aos 20 anos, deixou os sonhos que nunca teve dentro de uma gaveta e segue a vida sem perspectivas. Ela conta que concluiu o ensino médio, no entanto, engravidou em seguida e não continuou os estudos, muito menos procurou emprego.
O marido eletricista é quem mantém a casa. "Quando engravidei dos meus filhos passei a viver só para eles, não sobra tempo para mim, pois preciso buscá-los no colégio, dar comida, levar ao médico e não tenho com quem deixá-los", diz.
Sobre o futuro, Cristina não tem grandes objetivos e nenhuma meta para cumprir. Se pudesse escolher uma profissão, ela afirma que queria ser secretária, mas não tem tanta certeza assim. Cristina é uma entre centenas de mulheres jovens que se acomodam com a vida do lar e acabam desocupadas ou desempregadas em um universo de incertezas.
O assessor jurídico do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca), Márcio Alan Menezes Moreira, acredita que a faixa de 15 a 29 anos é a que está conhecendo e descobrindo o mercado de trabalho e, portanto, merece atenção especial no sentido de ofertas de oportunidades. "É preciso que haja investimento maciço na profissionalização, no fortalecimento de emprego e renda e em programas de economia solidária. Sem isso, fica difícil o engajamento do jovem no mercado de trabalho", lista.
Esses direitos, consolidados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), precisam de ações concretas. "Não necessitamos de uma nova carta (referindo-se ao Estatuto do Jovem que está em tramitação no Senado), mas de diretrizes para o Estado na aplicação de políticas com o intuito de dar acesso aos direitos. "Muitos projetos esbarram na ausência de recursos. As escolas profissionalizantes, ação promissora na resolução dos problemas sociais de iniciativa do governo do Estado do Ceará, por exemplo, ainda não atuam de maneira universal", considera.
Fortaleza tem a mais alta informalidade do País, além de representar o mais baixo rendimento formal, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Em 2010, 22,4% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalhavam, nem estudavam na Capital. Dessa população, 56,1% era inativa.
O problema da desocupação é potencializado à medida que a Cidade teve um dos maiores aumentos do Brasil em população jovem, em relação à total.
O número de jovens economicamente ativos representava 61,5% (441 mil pessoas), ou seja, pessoas que estão no mercado de trabalho como ocupados ou desempregados procurando ocupação. Desses, 67,2% eram do sexo masculino e 56,2% feminino. Isso porque as mulheres tendem a se dedicar mais aos estudos. Do total de 441 mil jovens, 380 mil estavam ocupados e 61 mil desempregados. Apenas 53% do somatório final estavam no mercado de trabalho, em 2010. Os dados da pesquisa do Ipece, baseados no Censo 2010, apontam para a falta de oportunidades ou escolhas.
Jovem, mãe de uma menina de 2 anos e de um menino de 4, a rotina de Cristina Forte de Oliveira, 25, moradora da Granja Portugal, limita-se a cuidar da casa, dos filhos, do marido, lavar roupa e fazer comida. A menina, que logo cedo virou mulher, pois foi mãe aos 20 anos, deixou os sonhos que nunca teve dentro de uma gaveta e segue a vida sem perspectivas. Ela conta que concluiu o ensino médio, no entanto, engravidou em seguida e não continuou os estudos, muito menos procurou emprego.
O marido eletricista é quem mantém a casa. "Quando engravidei dos meus filhos passei a viver só para eles, não sobra tempo para mim, pois preciso buscá-los no colégio, dar comida, levar ao médico e não tenho com quem deixá-los", diz.
Sobre o futuro, Cristina não tem grandes objetivos e nenhuma meta para cumprir. Se pudesse escolher uma profissão, ela afirma que queria ser secretária, mas não tem tanta certeza assim. Cristina é uma entre centenas de mulheres jovens que se acomodam com a vida do lar e acabam desocupadas ou desempregadas em um universo de incertezas.
O assessor jurídico do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca), Márcio Alan Menezes Moreira, acredita que a faixa de 15 a 29 anos é a que está conhecendo e descobrindo o mercado de trabalho e, portanto, merece atenção especial no sentido de ofertas de oportunidades. "É preciso que haja investimento maciço na profissionalização, no fortalecimento de emprego e renda e em programas de economia solidária. Sem isso, fica difícil o engajamento do jovem no mercado de trabalho", lista.
Esses direitos, consolidados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), precisam de ações concretas. "Não necessitamos de uma nova carta (referindo-se ao Estatuto do Jovem que está em tramitação no Senado), mas de diretrizes para o Estado na aplicação de políticas com o intuito de dar acesso aos direitos. "Muitos projetos esbarram na ausência de recursos. As escolas profissionalizantes, ação promissora na resolução dos problemas sociais de iniciativa do governo do Estado do Ceará, por exemplo, ainda não atuam de maneira universal", considera.
DN








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