Campos é lançado presidente em PE

O slogan "Brasil pra frente, Eduardo presidente" virou marca de adesivo de 30 por 20 centímetros distribuído ontem, durante o 1º Encontro dos Vereadores do PSB em Pernambuco", no auditório do Mar Hotel, no bairro de Boa Viagem, no Recife, quando o governador e presidenciável Eduardo Campos foi recebido no local ao som da mesma frase, entoada pelos vereadores.

Nos discursos de socialistas, sua candidatura também foi defendida. Líder do PSB na Assembleia Legislativa do Estado, Angelo Ferreira, encerrou sua fala com "Se Deus quiser, chegamos à Presidência da República no próximo ano".

O poeta Antonio Marinho, que já declamou versos para o ex-presidente Lula, em 2010, focou seu texto no líder nacional do PSB. "Hoje, ele preside o partido, amanhã será líder da nação", declamou. Em outro verso cravou: "o nosso sonho é fazer Eduardo presidente".

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, disse que o partido não foi responsável pela confecção dos adesivos que, no canto esquerdo traz o símbolo do PSB e a frase "uma nova forma de governar pra você".

O vereador olindense Mário Barbosa, assumiu a autoria da peça, com uma foto antiga do governador. Disse ter feito 500 adesivos ao custo de R$ 280,00 e negou a intenção de propaganda política, com um argumento não convincente. "É Eduardo presidente do PSB", disse.

Campos já é presidente nacional do partido. A pessoa que distribuiu a propaganda com os vereadores presentes, afirmou que o adesivo era do PSB, para ser distribuído unicamente nos eventos internos do partido.

Indagado se o adesivo significava o pontapé inicial da sua campanha, o governador Eduardo Campos afirmou, rindo: "Não, eu não sei nem o que é isso aí". No seu discurso, de pouco mais de 40 minutos, o governador voltou a defender a discussão do pacto federativo e destacou a educação como único caminho para se romper o ciclo da pobreza e a dependência dos programas sociais.

"Estamos vendo hoje as filhas do Bolsa Família serem mães do Bolsa Família", afirmou para em seguida questionar: "E vamos assistir elas serem avós do Bolsa Família?". Destacou, no entanto, a necessidade de preservação desses programas. "Uma nação que quer ter o nome de nação, que quer ter justiça, quer ter equilíbrio, não pode vacilar em proteger os vulneráveis".

Benefício

Indagado, em entrevista, se a Caixa Econômica tem de esclarecer declarações, supostamente falsas, sobre liberação dos recursos do programa, ele disse apoiar a posição do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

"Acho que a apuração tem de ser feita como bem disse o ministro da Justiça, pela Polícia Federal, doa em quem doer, que se apure para saber exatamente de onde partiu", disse. "Aquilo (o boato) pôs vidas de pessoas em risco, o aparelho de segurança dos Estados tiveram de ser direcionados para enfrentar a situação. É ação criminosa, precisa de investigação.  
DN

0 comentários: